Os brasileiros testemunharão nos próximos dias um
acontecimento inusitado. O vice-presidente Michel Temer, que também é
presidente do PMDB, afastará da Executiva do partido e do convívio
partidário o deputado federal mineiro Mauro Lopes. Fará isso depois que o
parlamentar for empossado por Dilma Rousseff como novo ministro da
Aviação Civil, nesta quinta-feira (17).
Deve-se a providência de Temer a uma decisão tomada pela Convenção
Nacional do PMDB no último domingo. Acertou-se que o partido decidirá em
até 30 dias sobre a proposta de rompimento com o governo Dilma. Até lá,
os filiados do PMDB foram proibidos de aceitar novos cargos, sob pena
de expulsão.
Nesta terça-feira, Mauro Lopes esteve com Temer. Disse-lhe que,
convidado, decidira assumir o comando da pasta da Aviação Civil. Foi
alertado para as consequências. Ensaiou uma meia-volta. Mas acabou
aceitando o convite para compor a equipe de ministros de Dilma.
Reunido na noite passada, um grupo de peemedebistas dissidentes
decidiu cobrar o cumprimento da decisão tomada pela convenção. “Já está
pronto o ofício pedindo a suspensão da filiação do deputado e o seu
afastamento da Executica do partido, onde ele ocupa a posição de
secretário-geral”, disse ao blog o deputado Lúcio Viera Lima (PMDB-BA).
Depois de suspenso, o novo ministro terá 30 dias para se defender num
processo de expulsão a ser aberto no comitê de ética do partido.
Mantida essa coreografia, a decisão de Dilma de desafiar a convenção do
PMDB servirá para realçar o risco de o partido desembarcar do governo
para aderir ao impeachment.
JOSIAS DE SOUZA
DO BLOG: O PMDB faz cinco anos que tem o
vice-presidente do Brasil na figura do Michel Temer, nos quatro anos
anteriores, no segundo mandato de ex-presidente LULA ocupou quatro
ministérios, agora tem sete e depois de usufruir tudo que podia e ver a
roubada do governo que faz parte e apoia vai punir o deputado que
aceitou ser ministro. É para rir ou chorar?

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