Depois de ter o acordo de delação premiada homologada pelo ministro Teori Zavascki, o senador Delcídio do Amaral apresentou
nesta terça-feira seu pedido de desfiliação do Partido dos
Trabalhadores (PT). Em carta endereçada ao presidente do Diretório
Regional do Partido dos Trabalhadores do Mato Grosso do Sul, Antonio
Carlos Biffi, Delcídio não se alonga no pedido de retirada dos quadros
da legenda e pede apenas que sejam tomadas as “providências
necessárias”.
O acordo de delação premiada do ex-líder do governo Dilma no Senado é
o mais revelador de toda a Operação Lava Jato e centraliza a artilharia
nos mais altos escalões da República e em caciques do Congresso
Nacional.
A colaboração do parlamentar com a justiça contém 21 termos de
declaração e, segundo a procuradoria-geral da República, “foi firmado
com a finalidade de obtenção de elementos de provas para o desvelamento
dos agentes e partícipes responsáveis, estrutura hierárquica, divisão de
tarefas e crimes praticados pelas organizações criminosas no âmbito do
Palácio do Planalto, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, do
Ministério de Minas e Energia e da companhia Petróleo Brasileiro SA
entres outras”.
Pelo acordo, Delcídio do Amaral se comprometeu a pagar 1,5 milhão de reais. (Laryssa Borges, de Brasília)
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